Luciano Miranda não vê tempo ruim.
 
Está sempre de olho no céu, buscando condições de estar voando de parapente, um esporte relativamente novo, mas de evolução constante graças às inovações de métodos e terminologias criadas pelo nosso personagem.
Simulação de vôo e termos como “efeito bandeira” e “peso artificial” são alguns exemplos dessa metodologia criada por Luciano. O resultado desse esforço ficou marcado pelo fato de que, hoje, Niterói tem mais pilotos classificados no ranking de vôo-livre nacional, ultrapassando inclusive os favoritos do Rio de Janeiro.
O nível técnico de Niterói é um dos melhores do Brasil, sem contar com o excelente grau de segurança atingido. São quase 15 anos ininterruptos da prática de um esporte radical sem nenhum registro de acidentes fatais. Se a cidade atingiu esse quadro de referência, muito de deve ao trabalho e paixão pelo vôo-livre que Luciano cultiva desde a infância.

"Dei muita topada em pedra por estar sempre olhando os aviões e pássaros no céu. Hoje eu agradeço a Deus por que realizei meu sonho de voar e a partir de então tenho sido um instrumento para realizar o sonho de outras pessoas".

Antes de se dedicar exclusivamente ao vôo de parapente, Luciano traçou uma longa história ligada aos céus. Ainda jovem, não sabia ao certo que profissão seguir até um amigo sugerir que fizesse a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em Barbacena, Minas Gerais.
Terminando o curso, foi para a Academia da Força Aérea até formar-se Oficial Aviador da Aeronáutica em 1979.

"Permaneci mais de 23 anos servindo, chegando a ter mais de seis mil horas de vôo pelo Brasil e pelo mundo todo".


Toda a experiência acumulada fez Luciano construir um currículo invejável: fala inglês e francês fluentemente, o que possibilitou o cargo de comandante de linha aérea internacional.
Foi também instrutor prático e teórico da aviação militar, tendo pilotado uma série de aeronaves passando pelo Tucano, Búfalo, Hércules e reboque de planadores.
Em 97 deixou a aeronáutica, mas anos antes já praticava sua atual paixão. Em 1992, conheceu o parapente através de um amigo, o Sargento David Teixeira, pioneiro no Brail do vôo em paramotores (parapente motorizado).

"Devo a ele a felicidade de estar neste esporte. Desde 1994, quando virei instrutor, já formei mais de 200 alunos".


Nascido e criado em Niterói, Luciano sempre se dedicou à cidade, incentivando o esporte como vitrine de uma cidade com qualidade de vida.
Sobre a polêmica envolvendo a proibição do vôo-livre na rampa do Parque da Cidade, no ano de 2003, o piloto diz que é preciso haver responsáveis pelo controle do tráfego aéreo na região, por isso a Aeronáutica suspendeu a prática.
Hoje, felizmente tudo já foi resolvido e a idéia agora é expandir a área autorizada para vôo já que a performance das asa-deltas e parapentes exige maiores distâncias e alturas.
Sendo assim, Luciano segue sempre atento à direção do vento, procurando as melhores oportunidades de estar mais perto das nuvens, sozinho ou com seus alunos, em solo ou no ar, não importa muito como ele quer estar vivendo com o esporte.




Ao longo de 30 anos de experiência aeronáutica (1976 - 2006), destacam-se as seguintes atividades:


* Aluno da Epcar, em Barbacena-MG - 1973 a 1975.
* Cadete da AFA - Academia da Força Aérea - 1976 a 1979.
* Curso de Pilotagem de Aeronaves C-95 - Bandeirante - CATRE - Natal - RN (1980)
* Piloto de transporte aéreo, em aeronáves C-115 - Búfalo, na Amazônia - 1981 a 1983.
* Instrutor de vôo da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassunga - SP - 1984 a 1986.
* Professor de Navegação Aérea da AFA - 1984 a 1986.
* Piloto de Busca e Salvamento (SAR) em aeronaves C-130 Hércules - 1987 a 1992.
* Oficial de Segurança de Vôo do Centro de Ivestigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica;
* Inspetor de vôo (INSPAC) do DAC;
* Comandante de Linha Aérea Internacional em aeronaves C-130 - Hércules;

* Mais de 15 anos de prática em Parapente, 10 em instrução;
* Mais de 300 pilotos instruídos em vôo livre no período de 1994-2006.

* Mais de 5.000 horas voadas e homologadas dentre as seguintes aeronaves:

- Uirapuru - T-23 - (AFA) - instrutor
- Universal - T-25 - (AFA) - instrutor
- Tucano - T-25 - (AFA) - instrutor
- Bandeirante - C-95 - (AFA) - instrutor
- Búfalo - C-115 - (Base Aérea de Manaus) - instrutor
- Hércules - C -130 - instrutor
- Blanik - TZ 13 - planador
- Ipanema - rebocador de planador
- Parapente - 16 anos de vôo dos quais 13 anos em vôos duplo sem nenhum acidente;
- Paramotor - descatando-se em publicidades para a Coca-Cola e TIM;