Curva Polar - Planeios de um parapente
A curva polar é um nome bonito que apenas representa todos
os planeios do seu parapente, dentro do ar. Só será
a mesma coisa em relação ao solo se não existir
vento.
O nome polar é porque todos os planeios partem de um mesmo
ponto (pólo) representado na figura pelo ponto 0.
Para conseguir desenhar a curva polar de seu parapente você
precisa voar e anotar algumas velocidades importantes extraídas
de um variômetro acoplado a uma peteca (anemômetro)
para indicar a velocidade em relação ao ar.
Quando você freia, a velocidade horizontal diminui em relação
ao ar, por isso o seu planeio também muda. A velocidade vertical
também se altera.
Se você fosse realizar esse "vôo de experiência",
o certo seria começar anotando os valores das duas velocidades
do parapente, horizontal (Vh) e vertical (Vv), partindo do vôo
de mãos altas, isto é, sem frear e sem acelerar.
O curioso é que você descobriria que quando você
freia cerca de 20 % do curso dos freios, a velocidade vertical (Vv)
diminui, o que faz com que essa configuração de comandos
seja a ideal para se voar no lift, pois é quando se consegue
a menor taxa de queda - em torno de 1 m/s. Na curva polar, esse
é o ponto mais alto (letra C). Veja no no gráfico
abaixo.
Mas se você continuar a frear o parapente o negócio
muda. A velocidade vertical começa a aumentar rápido
e a velocidade horizontal diminuir até o estol.
Depois de anotadas algumas velocidades clássicas da faixa
do uso dos freios, horizontais e verticais, anota-se também
algumas clássicas da faixa do uso do acelerador, horizontais
e verticais.

Depois é só desenhar duas retas, uma horizontal e
outra vertical, considerando uma escala horizontal de velocidades
em Km/h ou m/s e outra vertical em m/s.
Você verificará que o encontro de cada velocidade
clássica horizontal (Vh) com sua parceira vertical (Vv) irá
fornecer pontos abaixo da escala horizontal e ao lado da escala
vertical. Cada ponto desse, representa um planeio a partir do pólo.
Também podemos vizualizar os ângulos dessas linhas
de planeio com a linha horizontal, que são os angulos de
planeio.
E se você for unindo todos os pontos que você colocou
no papel, desenhando uma curva, irá descobrir a CURVA POLAR
do seu parapente.
Nessa curva, alguns valores são clássicos no vôo
de parapente.
A - Máxima velocidade (hoje em dia, em torno de 50 Km/h);
B - Velocidade de melhor planeio ou melhor L/D, exemplo, 8/1, de
36 Km/h a 40 Km/h, dependendo do parapente. Alguns parapentes são
trimados pelas fábricas para terem o melhor planeio na configuração
de mãos altas.
Entre B e C está a configuração de mãos
altas, também conhecida como Vtrim, que não está
identificada no grágico acima;
C - Velocidade de menor afundamento (em torno de 1 m/s). É
o ponto mais alto na curva polar.
D - Início da parachutagem real, em torno de 24 Km/h, próxima
à mínima velocidade de vôo, antes do estol.
E - Velocidade de estol do seu parapente.
Luciano Miranda - Niterói
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