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Aviso
O uso desta apostila não substitui o acompanhamento de um instrutor experiente e homologado pelas entidades  oficiais que regulam e controlam o vôo parapente no Brasil: ABVL, ABP e clubes. Existem vários aspectos a serem levados em consideração tais como, tipo de equipamentos,  condicionamentos corretos de pilotagem como a da interpretação e ação diante de situações normais, anormais e de emergência,  micro-meteorologia do local e tipos de rampas,  sem contar os aspectos pedagógicos  e principalmente os comportamentais, tais como arrojo, medo e outros capazes de levar o iniciante a agir de forma incorreta diante das múltiplas situações que muitas vezes são imprevisíveis.
Além disso o aprendizado incompleto e desorganizado leva a vícios dificilmente reparáveis. A evolução fica drasticamente afetada,  formando um piloto de medíocre desempenho.
Por isso, por favor, não desconsidere este aviso e não tente por si só. Do contrário uma coisa ficaria bem clara: você estaria reinventando o vôo e tentando ser um novo Santos Dumont!
 
O autor
Índice
CAPA
Aviso
 
CAPÍTULO I – a asa
 
O que é um parapente
O que é  uma asa
ModificaÇÃo da velocidade em relaÇÃo ao peso do piloto             
A trajetÓtia de planeio      
A posiÇÃo das cÉulas       
A forÇa de sustentaÇÃo
a forÇa de arrasto
A relaÇÃo entre a sustentaÇÃo e o arrasto                              
A relaÇÃo entre disTÂncia percorrida e a altura perdida
As alteraÇÕes do L e do D (Curva Polar)
CURVA POLAR COM VENTO DE PROA E DE CAUDA
INFLUÊNCIA DO VENTO - FINESSE/AR E FINESSE/SOLO
InfluÊncia das ascendentes e descendentes 
O equilÍrio de forÇas faz a velocidade no ar ser constante
Vamos conhecer trÊs Ângulos muito importantes
Ângulo de atitude negativo                                                      
Ângulo de atitude positivo                                                             
O estol
Freio - o efeito instantÂneo
AceleraÇÃO (PELO USO dos freios dO AceleraDOR) - o efeito instantÂneo
A carga alar
DistribuiÇÃo da sustentaÇÃo
Arrasto induzido                
 
CAPÍTULO II - O VÔO
 
Guinada adversa
As curvas
As velocidades do vôo                                                                  
Gradiente regular de vento
Gradiente irregular de vento
VELOCIDADES VERTICAIS (subida e descida dentro do ar e em relação ao SOLO)
O vôo de ascendência dinâmica, ascendência orográfica ou lift  
Conclusão
Sobre o autor
Agradecimentos
Agradecimento especial
Ficha técnica
CONTATOS  

 

 

SOBRE O AUTOR

Esta apostila foi idealizada e elaborada por Luciano Miranda Machado, instrutor e inovador na metodologia e na terminologia do ensino e da técnica de se decolar e voar parapentes. Foram colidas informações com base na experiência aeronáutica, principalmente a vivida durante a prática em vôo livre, quase cotidiana, além das que foram frutos de pesquisas em livros especializados, como VOLEZ EN PARAPENTE, de Gérald Delorme . França -1990 e Manual de Meteoroligia Para Pilotos (MMA-DR-105-02) da antiga Diretoria de Rotas Aéreas, hoje, Departamento de Eletronica e Proteção ao Vôo - DEPV.

Ao longo de 30 anos de experiência aeronáutica (1976 - 2006), destacam-se as seguintes atividades:

* Aluno da Epcar, em Barbacena-MG - 1973 a 1975.
* Cadete da AFA - Academia da Força Aérea - 1976 a 1979.
* Curso de Pilotagem de Aeronaves C-95 - Bandeirante - CATRE - Natal - RN (1980)
* Piloto de transporte aéreo, em aeronáves C-115 - Búfalo, na Amazônia - 1981 a 1983.
* Instrutor de vôo da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassunga - SP - 1984 a 1986.
* Professor de Navegação Aérea da AFA - 1984 a 1986.
* Piloto de Busca e Salvamento (SAR) em aeronaves C-130 Hércules - 1987 a 1992.
* Oficial de Segurança de Vôo do Centro de Ivestigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica;
* Inspetor de vôo (INSPAC) do DAC;
* Comandante de Linha Aérea Internacional em aeronaves C-130 - Hércules;

* Mais de 15 anos de prática em Parapente, 10 em instrução;
* Mais de 300 pilotos instruídos em vôo livre no período de 1994-2006.

* Mais de 5.000 horas voadas e homologadas dentre as seguintes aeronaves:

- Uirapuru - T-23 - (AFA) - instrutor
- Universal - T-25 - (AFA) - instrutor
- Tucano - T-25 - (AFA) - instrutor
- Bandeirante - C-95 - (AFA) - instrutor
- Búfalo - C-115 - (Base Aérea de Manaus) - instrutor
- Hércules - C -130 - instrutor
- Blanik - TZ 13 - planador
- Ipanema - rebocador de planador
- Parapente - 16 anos de vôo dos quais 13 anos em vôos duplo sem nenhum acidente;
- Paramotor - descatando-se em publicidades para a Coca-Cola e TIM;

AGRADECIMENTOS

Aos meus primeiros alunos de parapente, Delmo e William, Alex Silva, Haroldinho, Javert, Marcelo Pellerrano, Neca, Rodney e Sílvio, que não hesitaram em apoiar os novos procedimentos aplicados à instrução, como por exemplo, a decolagem invertida como decolagem normal e, principalmente, ao início e desenvolvimento do vôo na rampa Sul, até então nunca utilizada por iniciantes. Eles foram, praticamente, os principais responsáveis pelo aparecimento do vôo de parapente em Niterói, até então restrito aos escassos vôos da rampa de Noroeste e, aos não avistados pelo público, vôos da rampa do Pimentel.
Aos meus ex-alunos e amigos voadores que em forma de crítica, apoio e exemplo, vêm dando suas contribuições para o desenvolvimento e a segurança do vôo do parapente, tanto em Niterói como em todos os lugares em que voam.
À minha querida Renata Faria Alves, que tanta paciência e dedicação tem dispensado tanto nas rampas como, principalmente, na edição desta apóstila, sem ela esta publicação não teria esta face profissional.
Especial reconhecimento devo salientar ao meu amigo ex-aluno e piloto exemplar de parapente, recordista niteroiense de longa distancia (43 km com um parapente Sol-Cyclone), Vagner Barcelos (Guinho), criador da atual logomarca da Nicty.
Aos meus filhos Ramom e Hugo que muito têm ajudado no solo e nas rampas , servindo de auxilio à intrução, em demonstrações de inflagens e vôos.

AGRADECIMENTO ESPECIAL

Ao André Rottet, projetista dos parapentes da Sol Sports, que pacientemente revisou esta apostila, insirindo informações valiosas como:
- a demonstração do cálculo da variação da velocidade aerodinâmica de acordo com o aumento de peso;
- a demonstração da distribuição da carga alar, conforme a realidade;
- a demonstração gráfica dos pontos das trajetórias de planeio sobre a curva polar, de acordo com as componentes de vento de cauda e de frente;
- entre outras várias correções avulsas.

FICHA TÉCNICA E REFERÊNCIA BIBIOGRÁFICA

- VOLEZ EM PARAPENTE, de Gérald Delorme. França-1990.

- Manual de Meteoroligia Para Pilotos (MMA-DR-105-02) da antiga Diretoria de Rotas Aéreas, hoje, Departamento de Eletrônica e Proteção ao Vôo - DEPV - Ministério da Defesa.

- Elaborada por: Luciano Miranda Machado

- Editada por: Renata Alves

- Capa e Logomarca: Vagner Barcelos (Guinho)

CONTATOS

Tel: (55) (21) 2612 1644

Celular: (55) (21) 9761-6113

E-mail: lucianomiranda@globo.com